De acordo com a secretária de Saúde de Anápolis, Jaqueline Ordan, o centro será um marco na continuidade do cuidado com o paciente. Em entrevista ao Jornal Opção, a gestora detalhou a abrangência dos serviços que serão ofertados. “Teremos lá os exames de tomografia e ultrassonografia. Os exames da linha de cardiologia, que é MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), Holter, eletrocardiograma, microradiografia torácica, que também é uma demanda da linha da cardiologia. Nos exames de neurologia, nós estaremos ofertando eletroneuromiografia e eletriciatorrograma. E os exames endoscópicos, que são a endoscopia digestiva alta e a colonoscopia”, enumerou, destacando que a unidade contará com equipamentos de ressonância magnética e funcionará ininterruptamente, 24 horas por dia.
A escolha do local, segundo Jaqueline, não foi por acaso, pois a região central e de fácil acesso facilitará o deslocamento da população. “Vai ter linhas de ônibus para que a população tenha facilidade de acesso ao local, uma estrutura muito bem feita, que está sendo adequada nos nossos regimes para que a população tenha o acolhimento desse equipamento de saúde”, afirmou.
A iniciativa surge como resposta direta a um problema identificado pela atual gestão. Enquanto a área de urgência e emergência já apresenta sinais de melhora, os exames especializados se tornaram a principal dor de cabeça. “Todos esses exames são importantes para a continuidade do cuidado com o paciente. Hoje, talvez seja a nossa maior dor na gestão, é realmente dar vazão aos exames que estão representados no nosso complexo circulatório. Então, é uma unidade que vem para transformar já com a rede conceptualizada”, ressaltou a secretária, se assemelhando à fala do prefeito Márcio Corrêa, que admitiu a dificuldade em encontrar parceiros para mutirões noturnos.
“Tentamos buscar parceiros para fazer corujão, mas não deu certo. Dessa forma, decidimos abrir nosso próprio Centro Municipal de Diagnóstico”, resumiu o chefe do Executivo.
Para viabilizar o projeto, a Prefeitura estruturou um modelo de gestão que combina recursos públicos e parcerias privadas. Jaqueline Ordan explicou que o município arcará com os custos de adequação e comodato dos equipamentos, além de uma licitação para manutenção preventiva e corretiva das máquinas. Em relação à força de trabalho, a divisão será estratégica.
“Vamos ajustar as forças de trabalho para a realização dos exames. Em sua grande maioria de imagens que não demandam a presença do médico, são os servidores efetivos do município. Mas aqueles que são feitos pelo médico, como a ultrassonografia, a endoscopia e colonoscopia, são empresas terceirizadas e licitadas para isso”, detalhou.
Anápolis, por ser um polo de saúde na região, expandirá seus benefícios para além das fronteiras municipais. “A gente oferta recursos e exames não só para os municípios de Anápolis, mas também para a população próxima. E para isso vem recursos do Ministério da Saúde para ajudar a custear tudo”, afirmou Jaqueline.
